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A Justiça é Cega ou se Faz de Desentendida?

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A simbologia, num modo geral, é muito curiosa. Eu, ao menos, sou fanático por querer entender o significado de algumas coisas: O porquê das cores da bandeira do Cazaquistão, o porquê da lamparina à óleo representar a Enfermagem, o porquê da avenida se chamar Assis Figueiredo, e por aí, vai. Desta vez, me peguei querendo ir além sobre o símbolo quem envolta a Justiça. Ao lado da rampa de acesso principal do Supremo Tribunal Federal, encontra-se a icônica escultura intitulada A Justiça, de Alfredo Ceschiatti. Uma mulher, de olhos vendados, simbolizando a divindade da mitologia grega Diké (que na cultura romana, se chama Iustitia), filha de Zeus e Thêmis. Mãe e filha são símbolos da Justiça e carregam, consigo, muitas representações. Sobretudo, o significado das vendas nos olhos remete à imparcialidade nos julgamentos, cabendo ao peso dos fatos, postos sobre a balança, a própria decisão. A beleza e singularidade da simbologia é obscurecida na prática de alguns casos. Sabe qu...

Mudanças: De Heráclito à Belchior

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Um cartão-postal com a escultura de Claire Colinet, intitulada O Pensador, me fez refletir sobre o que estaria, a obra, pensando. Consegui este cartão em uma visita pelo Congresso Nacional, e tal escultura se encontra nos acervos artísticos do Senado Federal. A obra, feita de bronze, se sintetiza em um jovem sobre uma pedra, curvado, com a cabeça encostada em seu joelho esquerdo. Ok, sabemos que é somente uma escultura de bronze, mas permiti-me o ato de imaginar. E senti o que ele sentia. Uma inquietude, misturada à indecisão e angústia. A vontade é de abraçá-lo e dizer que vai passar, que ele encontrará respostas para seu caminho. Queria contar a ele que já me senti tantas vezes perdido e tenho a convicção de que ainda passarei por isto algumas outras vezes. Contar que a vida é feita de constantes mudanças. A mágica da imaginação o fez personificar, e então pude olhar nos seus olhos e lhe dizer sobre dois pensamentos e seus pensadores. Um da Grécia Antiga e outro de Sobral, ...

Por Cidades Mais Verdes

Digo, tranquilamente, que precisamos olhar para o futuro de nossas cidades. E me incluo nesta. Numa espécie de vício, misturado ao contexto atual, passamos a considerar temas de médio e longo prazo como desnecessários para o debate. Um exemplo claro: Estava conversando com um sujeito (que usualmente chamaremos de José), microempresário em uma cidade do interior. É casado e possui três filhos, dois adolescentes e a mais velha estudando na faculdade. José sofre todos os meses para pagar as despesas de casa, além de se esforçar muito para que seu negócio pague ao menos os custos. E José, assim como todos nós, envelhece a cada ano que passa. Para ele, é mais importante que haja uma discussão acerca da economia, como de incentivos e redução de impostos, do que um debate sobre investimentos na área de Ciências e Tecnologia. Isto é comum em vários temas, como é o caso do Meio-Ambiente. Cria-se uma sensação de antagonismo entre questões econômicas e questões ambientais. Um conceito fal...

Primeiro Turno: O Voto de Representatividade

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No próximo domingo, vamos às urnas escolher nossos representantes, que assumirão seus postos a partir de 1º de janeiro de 2019, nos Poderes Legislativo e Executivo do âmbito Estadual e Federal. Mas, convenhamos que há uma sensação diferente para a Eleição 2018: Uma miscelânea de tensão pelo futuro com anseios por mudança e, por vezes, ausência de esperança. E por isso, meu maior desejo é de que as pessoas encarem seus votos como um ‘Voto de Representatividade’, afinal é o que os eleitos farão: Nos representarão! Quero falar sobre as funções de cada cargo, número de eleitos e o sistema eleitoral que rege cada. Mas, antes, é preciso falar sobre a importância do Voto Válido. O voto, no Brasil, é obrigatório para os cidadãos entre 18 e 70 anos (e facultativo aos que tiverem entre 16 e 18 ou mais de 70 anos). Neste ano, serão mais de 147 milhões de eleitores em todo o país, que poderão escolher seus representantes na Assembleia Legislativa (Deputados Estaduais), Congresso Nacional (...

A Vida em uma Doce Melodia

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Representação artística que remete à Antiguidade: A Música. Conhecida como ‘a 1ª das artes’, é a combinação de elementos sonoros com a ausência deles, que se alinha com harmonia, ritmos e timbres. E tem sua diversidade de efeitos em nós: Serve para alegrar dias cinzentos, concentrar em momentos de estudo, refletir com letras inspiradoras ou engajadas, dançar e comemorar, e até mesmo para estimular os ambientes a se tornaram mais vivos. A música faz parte do nosso cotidiano, e perfeito seria se tivéssemos uma vitrola mental, que tocasse músicas conforme nossos momentos e sentimentos. Poderia ficar falando, por infinitas linhas, sobre músicas e músicos, com seus estilos, mas hoje, preciso falar sobre um álbum em específico: As Flores do Começo, de Tuca Oliveira. Ouvi, pela primeira vez, há algumas semanas, com a mera pretensão de prestigiar o trabalho de Tuca. Porém, não passava da minha ingenuidade, julgando apenas ‘prestigiar’. Um toque poético que ali se encontrava ao longo de...

Meus Sinceros Motivos de dizer #EleNão

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Sobre ser Racista: Ele não é Racista. Apenas disse que não corre o risco de ter uma nora negra porque seus filhos foram bem-educados. Outro dia, se referiu ao peso de um negro em ‘arrobas’, mas era piada. Seu vice também não é. Utilizou o termo “mulambada” para falar sobre os países africanos, e que o brasileiro “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos”, mas isto não é racismo. Sobre Cotas: Ele diz que cotas estimulam o ódio, e que não entraria em um avião pilotado por um ‘cotista’ ou seria atendido por um médico ‘cotista’. Afinal, as cotas só servem para criar privilégios e a menina branca, criada em condomínio fechado, que estudou em escola particular toda a vida, se vê prejudicada “por ter ralado tanto”, mas para não se estressar, vai passar o fim de semana na Europa com as amigas. Sobre a Ditadura: Ele diz que a ditadura errou! Errou porque torturou e não matou. Vangloriou Ustra, aquele que ajudou a institucio...

Há Dez Anos, no Reino da Economia

Era uma vez, a história de uma torre do castelo de um imponente reino que, inesperadamente, sucumbiu-se, e com suas poeiras sendo propagadas até hoje pelo mundo afora. O que parece a introdução de uma fábula com tons trágicos é, na verdade, a metafórica encenação do dia em que o mercado financeiro sentiu um baque capaz de colocar a maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos, em crise. Acontece que, quando um grupo de crianças estão brincando na rua de futebol e a mãe do dono da bola o chama para ir embora, ele leva a bola consigo e o jogo acaba. Os EUA entrando numa crise econômica, afetaria diretamente os demais participantes deste ‘jogo’, chamado Capitalismo. E, assim, foi. Em 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers, um dos maiores bancos de investimento do planeta, declara falência, colocando milhares de funcionários na rua e gerando um rombo de centenas de bilhões. Hoje, os motivos que proporcionaram a crise são mais esclarecidos: Uma bolha no mercado imobil...